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Como enfrentar o sofrimento?

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Sentir vontade de sumir? Fugir de uma dor agonizante? Não ver
sentindo em mais nada? Não sentir vontade de viver? Não sentir prazer em
nenhum momento? Não saber como lidar com tudo isso?

A palavra suicídio é utilizada para descrever o ato intencional de matar a si próprio. Já o termo “ideação suicida”
é utilizado para representar 
pensamentos ou ideias sobre acabar com a própria vida, podem abranger
desde pensamentos passageiros de que a vida não vale à pena ser vivida até preocupações intensas sobre por que viver ou morrer.
Esses e outros 
pensamentos podem levar o ser humano a uma série de reflexões sobre a vida e sentido do viver. Pensar em tirar
a própria vida, talvez seja uma tentativa de 
acabar com o sofrimento e não com vida de fato. Muitas vezes o que traz o
sofrimento é a forma como damos significado às experiências vividas.

Atualmente são realizadas campanhas a respeito da prevenção do
suicídio, sendo divulgadas na mídia, em redes sociais e outras fontes de
comunicação. Afinal é um tema de suma importância, sobretudo pelo seu
impacto na saúde pública

É claro que o ser humano passa por diversos momentos na vida, sejam eles de sofrimento, frustrações, acertos, desilusões, perdas
e ganhos, entre 
tantos outros. Isso faz parte do processo da vida, do viver! O que difere é a forma como cada um sente e vivência esses momentos, ou seja, cada indivíduo tem a sua forma única de lidar com as experiências vividas. Sendo assim, a intensidade que é dada para aquele sofrimento, para aquela dor, para aquela perda será sentida e percebida por cada pessoa de forma singular e subjetiva.
É preciso entender qual a função desses pensamentos e tentar perceber o que leva a pessoa a não sentir desejo de realizar tarefas e a não sentir prazer em atividades do dia a dia. Como cada pessoa é única, é necessário procurar ajuda profissional para construir novos olhares e sentidos sobre si, sobre suas potencialidades e sobre a vida. A ajuda de um profissional pode trazer a descoberta de novos sentidos e prazeres.

Como identificar pensamentos suicidas no cotidiano?

Atualmente, a maioria das pessoas vive rotinas extremamente agitadas e estressantes, é nítido que as experiências cotidianas expõem os indivíduos a diversas situações. Um pensamento suicida pode aparecer justamente nessa rotina, na falta de interesse, no desprazer, na tristeza, nos momentos de frustações, na solidão. Pensar que a vida não tem mais sentido, pensar que não tem nenhuma razão, pensar que a morte seria uma saída, pensar que a morte seria uma solução para diminuir a solidão, pensar que se isolar é melhor, pensar nas possibilidades de como tirar a própria vida… São tantos pensamentos misturados com a dor que não cabe no peito e que não se sabe de onde vem. Esses pensamentos são considerados ideações suicidas. Isolar-se do convívio social, agredir-se, automutilar-se, realizar atividades em excesso, podem afetar
a saúde física e emocional.

E quais possibilidades de reverter essa situação?

Sentir-se desmotivado a viver pode ter como causa um conjunto de fatores, sendo muitas vezes biológicos, psicológicos e/ou sociais. Esconder
esses pensamentos e sentimentos não é a melhor solução. É preciso falar sobre isso! Talvez pareça não ser necessário, ou mesmo difícil, mas a morte é algo que precisa ser refletido. A maioria das pessoas tem dificuldade em falar sobre esse assunto, mas, afinal, todos estão sujeitos à finitude da vida. Buscar compreender a si próprio é um processo muitas vezes doloroso, porém é primordial para qualidade de vida e saúde mental. Enfrentar toda essa desordem, acúmulo e excesso de sofrimento, não é uma tarefa simples. Mas é possível encontrar novas formas de encarar esses momentos, ressignificar, encontrar novos sentidos e até mesmo aprender a viver com o sofrimento de forma diferente. Buscar ajuda é um ato de coragem!
Pense e pense! O que te impede de experimentar a psicoterapia? É comum ouvir as pessoas dizerem que todo mundo precisa realizar terapia, não é mesmo? Já parou para pensar nessa possibilidade?
Amanda Ribeiro
Amanda Ribeiro
Criação de conteúdos

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