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Campanha de Prevenção ao Suicídio – setembro Amarelo: o que é isso?

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Você já deve ter ouvido sobre a Campanha de Prevenção ao Suicídio, ou sobre o Setembro Amarelo. Você ainda tem dúvidas sobre esse tema? Nossa intenção é abordar esse tema com você, de uma forma muito precisa e clara para te auxiliar na compreensão desse assunto tão complexo!

O dia 10 de setembro de 2015 foi escolhido, pelo CVV (Cento de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), juntamente com a IASP (Associação Internacional de Prevenção ao Suicídio), para ser o marco da campanha de prevenção ao suicídio – Dia Internacional da Prevenção ao Suicídio – iniciando, a partir dessa data, a campanha do Setembro Amarelo, que tem como objetivo refletir, informar e orientar ações adequadas para as pessoas sobre o tema do suicídio.
Durante todo o mês de setembro, ações são realizadas (passeatas, palestras, debates, iluminação de cidades e edifícios em tons de amarelo, entre outras), a fim de sensibilizar e informar a população sobre o tema, assim como orientar os profissionais da área da saúde, a identificarem a emissão dos sintomas, e ressaltar a importância de considerar tal demanda como parte da saúde mental, compreendendo que, essa situação não é um problema pontual do indivíduo, mas uma questão cultural e de saúde pública, e acima de tudo, de grande complexidade.
Mesmo com toda a abrangência e crescimento da campanha do Setembro Amarelo, ainda existe um tabu ao se falar sobre suicídio. Dados apresentados, em 2015, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelaram que, no Brasil, cerca de 32 pessoas morrem diariamente por suicídio, aos quais 75% desses casos apresentam a depressão como a sua principal causa. O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 a 29 anos, 75% dos suicídios que ocorrem no mundo são em países de média e baixa renda, mais de 800 mil pessoas se suicidam por ano. Esses dados não são apenas números, são vidas. E falar sobre suicídio, é sim, uma forma de prevenção.

Suicídio e ideação suicida!

Além, do ato de interromper a própria vida, conhecido como suicídio, existe também a ideação suicida, que são pensamentos relacionados ao desejo de morrer. A ideação suicida é mais frequente que o ato do suicídio, porém, existe uma forte relação entre esses dois aspectos. Ambos estão presentes em qualquer faixa etária, e são diversos os fatores que podem levar o indivíduo a apresentar ideação suicida ou até mesmo o suicídio, como a presença de transtornos mentais e sintomas psíquicos que perturbam excessivamente a saúde mental dos indivíduos; dependência de álcool e/ou de drogas; fatores sociais adversos; histórico familiar de suicídio; ambiente familiar/escolar/de trabalho hostis; traumas vivenciados tanto na infância, quanto na adolescência, até mesmo na fase adulta; sentimentos de desesperança, tristeza, perdas, entre outros.
Diante desse cenário, reafirmamos que é essencial abordarmos o tema sem julgamentos ou preconceitos, conscientizando toda a sociedade da necessidade de falarmos sobre o suicídio. No mundo atual, com tantas exigências feitas pela sociedade, sentir-se desiquilibrado, sem forças e sem coragem para enfrentar a vida, o desânimo, a tristeza e a apatia, acabam que por acompanhar o indivíduo constantemente. Desse modo, surgem os pensamentos suicidas, o desejo de aliviar esse sofrimento e o desejo de morte.
É importante que todos compreendam que deve-se buscar ajuda para não enfrentar esse sofrimento isoladamente, seja você que está passando por esse momento, ou seja você que percebe que tem um ente querido com tal sofrimento. Junto a uma ajuda especializada o indivíduo pode reconstruir seu equilíbrio mental e aprender a cuidar de suas questões emocionais, ampliando sua percepção frente aos seus sentimentos, desejos e comportamentos, podendo buscar alternativas para encarar aquilo que não lhe faz bem.
Falando sobre ajuda, você sabia que existe um número, que pode fazer diferença na vida de uma pessoa nesses casos?
É o número 188, do VCC (Centro de Valorização da Vida). Através desse canal de comunicação, as pessoas encontram diversos profissionais, que podem auxiliar nesse momento difícil. Essa é uma das possibilidades para quem enfrenta essa situação.
Pensando na relevância desse tema para o indivíduo e para a sociedade e nos valores da Clínica Benessere, sendo o principal, promover o bem-estar do indivíduo, decidimos nesse mês de setembro, apresentar textos e vídeos que possam auxiliar a você na compreensão dessa causa. Você que sofre desses sentimentos, assim como você que vê alguém da família, ou amigo, ou alguma pessoa que passa por essa situação, fique atento aos nossos posts para entender como auxiliar da melhor forma essa pessoa e a compreender todo o sofrimento pelo qual ela passa.
Segundo Georges Perros, “O suicídio não é querer morrer, é querer desaparecer. Porém, existem formas de perceber essa dor e restaurar-se, ao invés de despedir-se sem saber ao certo o que a vida lhe propunha a fazer”. Como a frase citada acima, o suicídio não é o querer morrer, mas é o querer deixar de sofrer. Enfrentar esse sofrimento, ressignificar a relação com o mundo e com os outros, criando perspectivas e possibilidades diante da vida é possível através do acolhimento de todos, da compreensão e da busca por uma ajuda especializada.

NÃO FIQUE DE FORA!

No dia 28/092018, a Clínica Benessere junto da psicóloga Eliane Souza Ferreira de Souza (CRP 06/91392), realizará uma palestra com o tema: “Suicídio: a compreensão e intervenção da Psicologia nos diversos contextos”. A palestra terá início às 19h30 no SORIÁ Eventos. Maiores informações pelos telefones (15) 3359 1009 ou (15) 99128 6262:

Fontes consultadas: Campanha CVV 2018 Associação Brasileira de Psiquiatria (2014) IBGE (2015) BRASIL 2015 Neury José Botega- Crise Suicida -2015 Conselho Federal de Psicologia
Amanda Ribeiro
Amanda Ribeiro
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